ah! se eu soubesse...
mas não;
nenhum piloto
avisou.
nem pude ouvir
a voz da aeromoça
surgir do nada
e dizer
quais atitudes tomar
e quais
deveria evitar
para que
realizasse
um bom
voo.
a torre de comandos
sequer se pronunciou:
notifico aqui
a ausência
de notícias
e
as condições
sentimentaclimáticas
que vivi.
turbulências e
mais turbo-lentas
doses de
'O que fazer
agora?'.
adrenalina ou
agonia.
não sei bem
o que senti
- e que
ainda sinto -
em todas
as vezes que
segurei forte
nos braços;
braços de ninguém,
braços de
poltrona.
frios
e duros!
braços de ninguém!
vale a pena
lembrar
dos desembarques
e
escalas
pelo caminho.
saguões.
frios
e vagos.
santuário de
uma paciência
que ninguém
devota!
que me decora,
devora
e
derrota!
mas,
no saguão,
bem no cantinho
sob a luz
do sol,
na delonga,
na espera,
criei laços!
mas...
espera!
criei e
os desfiz...
era tanta
partida
que os
encontros
de mais nada
valiam!
e os laços
- lembra
dos laços? -
se desfaziam.
mas,
na partida,
eu escolhia:
pra onde
partiria?
e assim,
indo
mais que
vindo,
fiz minha
trilha,
meu caminho.
hoje
sou sozinho,
sem caminho.
alço voo
crio ninho
e
sem demoras
esvazio
o ninho.
desfaço
mais laços
do que crio.
sou viajante,
sou pulsante,
sou passarinho.
sozinho
e
rio!
do mundo
e desse
meu caminho
sem chão
e sem
carinho.
Nada a Nanquim
quarta-feira, 10 de dezembro de 2014
segunda-feira, 26 de maio de 2014
saudação.
repentina, a mente,
que não permite qu'eu invente
-desmente! -
se afastou do seu poder
e acabou por eleger
alguém menos parcial,
que não se esquiva
nem faz mal.
alguém menos racional.
retificou desconfiança,
proclamando a esperança:
"Vida longa a que procura!
Vida longa a quem alcança!"
nova era em alvorada
era lida, decorada,
hoje, amor!, condecorada!
dourada luz surgiu
e a murcha flor sorriu,
radiante!
era ela: a nova era,
que trazia, em resplendor,
quem, repentina
[a mente!]
promulgou seu sucessor:
"- Abram alas, aquietem-se:
Boas vindas ao Amor!".
que não permite qu'eu invente
-desmente! -
se afastou do seu poder
e acabou por eleger
alguém menos parcial,
que não se esquiva
nem faz mal.
alguém menos racional.
retificou desconfiança,
proclamando a esperança:
"Vida longa a que procura!
Vida longa a quem alcança!"
nova era em alvorada
era lida, decorada,
hoje, amor!, condecorada!
dourada luz surgiu
e a murcha flor sorriu,
radiante!
era ela: a nova era,
que trazia, em resplendor,
quem, repentina
[a mente!]
promulgou seu sucessor:
"- Abram alas, aquietem-se:
Boas vindas ao Amor!".
quinta-feira, 31 de outubro de 2013
sobre riscos.
sobre tudo, a atitude.
não necessariamente a dos grandes ativistas que lutam bravamente por seus ideais.
tampouco a dos oportunistas, que, como sanguessugas, se aproveitam de cada deslize.
não!
trata-se de posicionamento. de coragem. de assumir.
os medos, os desejos, as verdades.
trata-se de pôr à parte aquilo que te amarra, te impede.
de seguir, de agir, de amar.
pessoas indecisas me cansam.
assim como os apáticos ou medrosos...
gosto de ver pessoas correndo riscos.
por nada grave, talvez.
mas sim por aquele mínimo detalhe que pode fazer das vidas destas outras totalmente diferentes e desejadas.
pessoas indecisas me cansam.
pois deixam escapar às mãos que se encaixaria perfeitamente em sua alma.
pois se prendem ao medo e perdem o mais belo:
a experiência da decisão tomada. da dúvida. do arrependimento.
ou da completude.
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
da descrição.
'ce ne sont pas mes gestes que j'esaris;
c'est moi, c'est mon essence.'
[não são minhas ações que descrevo;
é o meu eu, a minha essência]
Michel Montaigne
das volúpias.
talvez não seja este o cálice que sacia a tua sede.
porém, o que satisfaz teus anseios.
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
citação 5.
'morte, desperdiças teu tempo sobre minha ferida,
pois aquele que nunca viveu não morrerá.'
Francisco de Quevedo
quarta-feira, 9 de outubro de 2013
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